Mais uma semana começa e as mesmas queixas na sala de professores. Os alunos não querem nada com nada, não querem estudar. Professores cansados, mal pagos. Trabalhando nos fins de semana.
Contudo não sei explicar o que acontece. Entro na sala do o meu bom dia e tudo esqueço. Os rostinhos estão lá, olhares sonolentos, mas a aula tradicional lançada, por falta de tecnologias na escola. O tema: dissertação. "Amizade nos dias de hoje."
Eles debatem e começam a pensar no tema. Vem um e diz: - é profe precisamos escolher nossos amigos, para não cair em cilada, pois já não se fazem mais amigos como antigamente.
Outra me diz: - sou de poucos amigos, desconfio muito.
Comecei a semana pensando nas minhas amizades de antigamente. Será que são diferentes das de hoje?
BOA SEMANA, AMIGOS!
Lúcia Bebel
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
A rapidez das redes sociais
Fiquei pensando muito na rapidez das redes sociais e no perigo que elas proporcionam para os pré- julgamentos. Falo do caso de racismo ocorrido no estádio do Grêmio Futebol Porto-alegrense, em Porto Alegre/ RS.
Em poucos minutos execra-se a figura de uma jovem, que não é isenta de culpa, mas carregou só, em seus ombros a ira de um país inteiro. Então vem a baila a máxima da Bíblia. "Aquele que dentre vós não tiver pecados que atire a primeira pedra". ( João 8.7)
Não estou querendo com isso dizer que o racismo deva ser tolerado. Não! Mas não deve-se exagerar, pois a moça estava no calor de uma partida de futebol, aonde, sabemos, o coração fala mais alto, e nem sempre conseguimos escolher as palavras.
Não tolero racistas, pois já senti na pele o preconceito.
No entanto deve-se pensar na rapidez que as pessoas julgam na rede. E a rede, por isso, já matou pessoas inocentes, o que também poderia ter acontecido com esta moça.
E os outros torcedores que também gritavam? Não haverá julgamento para eles?
Por isso penso que tem que se ter cuidado para não atirar a primeira pedra.
(http://imagensbiblicas.wordpress.com/2008/07/29/quem-nao-tiver-pecado-atire-a-primeira-pedra/)
Em poucos minutos execra-se a figura de uma jovem, que não é isenta de culpa, mas carregou só, em seus ombros a ira de um país inteiro. Então vem a baila a máxima da Bíblia. "Aquele que dentre vós não tiver pecados que atire a primeira pedra". ( João 8.7)
Não estou querendo com isso dizer que o racismo deva ser tolerado. Não! Mas não deve-se exagerar, pois a moça estava no calor de uma partida de futebol, aonde, sabemos, o coração fala mais alto, e nem sempre conseguimos escolher as palavras.
Não tolero racistas, pois já senti na pele o preconceito.
No entanto deve-se pensar na rapidez que as pessoas julgam na rede. E a rede, por isso, já matou pessoas inocentes, o que também poderia ter acontecido com esta moça.
E os outros torcedores que também gritavam? Não haverá julgamento para eles?
Por isso penso que tem que se ter cuidado para não atirar a primeira pedra.
(http://imagensbiblicas.wordpress.com/2008/07/29/quem-nao-tiver-pecado-atire-a-primeira-pedra/)
sábado, 23 de agosto de 2014
Novas regras de ortografia
Gente, felizmente as novas ideias de mudança na Língua Portuguesa não sairão. Isto é muito bom, pois era mais uma maneira de destruir a nossa linda língua. Até porque, ainda temos que dar conta das novas regras que entrarão, ou não, em vigor em 2016.
sábado, 28 de dezembro de 2013
A casa das palavras
Na casa das palavras, sonhou Helena Villagra, chegavam os poetas. As palavras, guardadas em velhos frascos de cristal, esperavam pelos poetas e se ofereciam, loucas de vontade de ser escolhidas: elas rogavam aos poetas que as olhassem, as cheirassem, as tocassem, as provassem. Os poetas abriam os frascos, provavam as palavras com o dedo e então lambiam os lábios ou fechavam a cara. Os poetas andavam em busca de palavras que conheciam e tinham perdido.
Na casa das palavras havia uma mesa das cores. Em grandes travessas as cores eram oferecidas e cada poeta se servia da cor que estava precisando: amarelo-limão ou amarelo-sol, azul do mar ou de fumaça, vermelho-lacre, vermelho-sangue, vermelho-vinho...
Eduardo Galeano ( O livro dos Abraços)
Na casa das palavras havia uma mesa das cores. Em grandes travessas as cores eram oferecidas e cada poeta se servia da cor que estava precisando: amarelo-limão ou amarelo-sol, azul do mar ou de fumaça, vermelho-lacre, vermelho-sangue, vermelho-vinho...
Eduardo Galeano ( O livro dos Abraços)
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Crônica ou poesia?
Aqui estou numa manhã comprida de inverno.
Com custo saí da cama, mas o dever me chama.
Enfrentei frio, molhei com a chuva.
Destino certo: uma escola em Florianópolis, a ilha da magia.
As ruas estão barrentas, poças d´gua que não combinam com a cidade.
Com tanta preguiça, resquícios do final de semana, eu segui meu caminho.
Na manhã comprida de inverno, destino; biblioteca. Esperando alunos que não vieram, cai nos braços de Graciliano e sua Infância.
Não existirá; além da minha cama, na manhã comprida de inverno, lugar melhor que a biblioteca.
A chuva é forte lá fora, além do frio que não combina com Florianópolis. Também não combinam com Graciliano os maus tratos dos seus pais. - " Acordei, reuni pedaços de pessoas e de coisas, pedaços de mim mesmo que boiavam no passado confuso, articulei tudo, criei o meu pequeno mundo incongruente".
Estava a pensar em crônicas, lendo Graciliano, crônicas de sua infância.
E a poesia? O livro é poesia? Crônica poética...
E a minha manhã? Crônica ou poesia? Chuva...Florianópolis...biblioteca...infância.
Infância!
Lembro do meu pai, tão bom, diferente do pai de Graciliano. Hoje meu pai completa 74 anos, passou a vida envolvido com sua mente nebulosa, depressiva, agora está a misturar mais confusões.
O pai de Graciliano, "homem sério, de testa larga, uma das mais belas testas que já vi, dentes fortes, queixo rijo".
Meu pai, triste, confuso, mas sempre assobiando, parece feliz.
Na manhã de inverno do dia vinte e seis de agosto, as cercas, e as plantas quase se dissolviam, uma neblina vestia o campo.
ESCREVO CRÔNICA OU POESIA?
Com custo saí da cama, mas o dever me chama.
Enfrentei frio, molhei com a chuva.
Destino certo: uma escola em Florianópolis, a ilha da magia.
As ruas estão barrentas, poças d´gua que não combinam com a cidade.
Com tanta preguiça, resquícios do final de semana, eu segui meu caminho.
Na manhã comprida de inverno, destino; biblioteca. Esperando alunos que não vieram, cai nos braços de Graciliano e sua Infância.
Não existirá; além da minha cama, na manhã comprida de inverno, lugar melhor que a biblioteca.
A chuva é forte lá fora, além do frio que não combina com Florianópolis. Também não combinam com Graciliano os maus tratos dos seus pais. - " Acordei, reuni pedaços de pessoas e de coisas, pedaços de mim mesmo que boiavam no passado confuso, articulei tudo, criei o meu pequeno mundo incongruente".
Estava a pensar em crônicas, lendo Graciliano, crônicas de sua infância.
E a poesia? O livro é poesia? Crônica poética...
E a minha manhã? Crônica ou poesia? Chuva...Florianópolis...biblioteca...infância.
Infância!
Lembro do meu pai, tão bom, diferente do pai de Graciliano. Hoje meu pai completa 74 anos, passou a vida envolvido com sua mente nebulosa, depressiva, agora está a misturar mais confusões.
O pai de Graciliano, "homem sério, de testa larga, uma das mais belas testas que já vi, dentes fortes, queixo rijo".
Meu pai, triste, confuso, mas sempre assobiando, parece feliz.
Na manhã de inverno do dia vinte e seis de agosto, as cercas, e as plantas quase se dissolviam, uma neblina vestia o campo.
ESCREVO CRÔNICA OU POESIA?
terça-feira, 6 de agosto de 2013
| A Hora da Partida |
A hora da partida soa quando Escurecem o jardim e o vento passa, Estala o chão e as portas batem, quando A noite cada nó em si deslaça. A hora da partida soa quando As árvores parecem inspiradas Como se tudo nelas germinasse. Soa quando no fundo dos espelhos Me é estranha e longínqua a minha face E de mim se desprende a minha vida. Sophia de Mello Breyner Andresen |
domingo, 9 de junho de 2013
Nossa Senhora Das Graças
Hoje acordei meio assim...
Saudade.
Um domingo lindo, sol.
Na televisão, Sr Brasil
A música da terra.
Infância. Doce de Cidra.
Era dia de festa.
Todos com as melhores roupas.
Futebol de várzea.
Banda na praça.
Quermesse.
Churrasco no valetão
Escolher um costelão
"Eu sou do sul. É só olhar e ver."
O sino da igreja toca
Dia de pedir perdão
Vitória tu reinarás.
Foguetes, sorrisos, abraços e beijos.
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